segunda-feira, 25 de abril de 2011

A história de Sophie: O reencontro




Era um dia de chuva. Ela andava devagar por entre as sepulturas procurando com paciência. O guarda-chuva era grande o suficiente para o tempo que ela precisaria. Foi então que ela achou. Lá estava o nome dele na lápide, e em baixo uma pequena frase: "Ele viveu tempo suficiente para cativar pessoas suficientes". Seus olhos se encheram de lágrimas, seguido por um aperto no peito. Sophie tentou sorrir, mas tanta coisa veio à sua cabeça. Lembranças antigas. Mas ela precisava falar com ele.


" Olá Edmund. Já faz tanto tempo né? 20 anos desde que você se foi. Eu sei que faz um tempinho que não venho te visitar, mas a vida está tão corrida. As crianças tiram toda a minha energia. Ah, o Mat está cada dia mais lindo. Às vezes ele me lembra você. Ele adora comer pipoca com maionese. Comidas estranhas sabe, você tinha disso lembra? Rachel está linda também. Não terá o mesmo problema que eu. Mas humm... eu estou aqui por outro motivo. "


As lágrimas vieram a tona. Sophie estava tentando a muito tempo segurá-las. Mas era melhor assim. " Sabe Ed. ontem encontrei aquela carta, a que você me deixou quando foi embora. Depois que eu li pela primeira vez, eu nunca mais havia olhado para ela novamente. Aí veio a saudade. Mas o pior dessa saudade, é que eu tenho a certeza que você não está em nenhum lugar desse mundo. Por mais que o tempo passe, não vou te ver nunca mais. Quem garante que o 'outro mundo' ai existe?".


Sophie parou de falar. Ficou pensativa por alguns minutos. Parece que escutava o barulho da chuva. Então sorriu. "Lembra do nosso último banho de chuva? Você sempre dizia que todo ano tínhamos que tomar pelo menos um, porque só a chuva tirava o que era velho. Eram gotas mágicas." Ela deu uma gargalhada, como se aquilo fosse uma idiotice. Mas seu rosto logo voltou ao que era antes. "O estranho Ed, é que só tínhamos 13 anos. Como pode? Era para ser paixãozinha de adolescentes..."

Alguém vinha se aproximando. Era o coveiro. "Posso ajudar senhora? Parece que...", " Não, tudo bem. Eu já estava de saída". Ele se afastou mas ficou esperando que Sophie saísse. Sophie olhou para a lápide. Ela era tão linda. Algo estranho para se achar de algo ligado à morte. Mas ela era. " Eu fico feliz sabe Ed, de saber que tivemos algo praticamente impossível, mas ao mesmo tempo me dói pensar que foi por tão pouco tempo. A vida é assim né, ela te machuca, te provoca para mostrar que somos mais do que ela. Hum, então obrigada. Obrigada mesmo por tudo. Eu te amo Edmund"


Ela sorriu. Olhou para o céu e agradeceu. Jogou o guarda chuva de lado, e foi embora lavando tudo o que era velho.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

É o que eu preciso


Sabe do que eu preciso?

preciso de um homem que me tire do sério. alguém que me irrite profundamente. alguém que transforme meu tédio em passado. preciso de um homem que vire meu mundo de ponta cabeça. que tire meu sono. preciso de um homem que me faça implorar por mais. que me leve à loucura.
preciso de um homem carinhoso, que mexa em meu cabelo enquanto estou deitada em seu colo. que beije o meu rosto não só por desejo, mas pelo simples carinho. preciso de alguém que queira escutar minhas histórias ridículas e que ria delas junto comigo. preciso que ele me entenda. que saiba me abraçar quando eu tiver que chorar. preciso de um homem que brigue comigo quando eu estiver errada e mostre que estou. que ele nem sempre concorde comigo. preciso de um homem que me diga, "você é a mulher mais incrível que já conheci" mesmo eu sabendo que não é verdade. preciso que ele me olhe daquele jeito que arrepia. que me lembre o quanto eu posso ser importante para alguém.

preciso de um homem que ainda não encontrei. e se já, não quiz precisar de mim.